Gestão de Conhecimento e Aprendizagem Organizacional

Blog

por
Ana Neves

Princípios Orientadores à Participação em Sites Sociais e à Utilização de Ferramentas Sociais

18 Maio 2009 | 16:06
Sugerir texto

A participação dos seus colaboradores em redes sociais é vista como um grande risco tanto por organizações públicas como por empresas privadas. Os três riscos geralmente identificados, também aplicados à utilização de ferramentas sociais (e.g. wikis, blogs, chats) no seio da própria organização entre colegas, são:

  1. o tempo desperdiçado nessa actividade em horário de trabalho
  2. a transmissão, mesmo que involuntária, de informação privada e confidencial da organização
  3. danos à imagem da organização devido ao comportamento dos seus colaboradores nessas plataformas públicas.

O primeiro risco é algo que as organizações podem eliminar através da proibição do uso de ferramentas sociais em sites públicos e da não criação / instalação dessas ferramentas dentro da rede informática da organização. Infelizmente, ao eliminar esse risco, estão também a eliminar a possibilidade de beneficiarem de tudo o que de bom a participação nessas redes e a utilização dessas ferramentas pode trazer (ver aqui, aqui e aqui).

O segundo e terceiro riscos, infelizmente, não podem ser eliminados pois as organizações não podem proibir os seus colaboradores de utilizarem as ferramentas no seu tempo livre.

Assim, e ao invés de tentarem eliminar o risco, seria mais inteligente as organizações pensarem na melhor forma de gerir esse risco. E isso inclui encontrar formas de o minimizar.

Uma forma de o fazer é através da criação de guidelines - princípios orientadores e não regras - para utilização dessas ferramentas dentro e fora da organização.

Os princípios orientadores não variam muito de organização para organização. No entanto, a linguagem usada e a ênfase dada a determinados pontos dependerá de acordo com o tipo de organização e de se se tratarem de princípios orientadores para ferramentas específicas ou genéricas, e de ferramentas internas ou públicas.

Assim, e também por uma questão de buy-in dos colaboradores, concordo inteiramente com Patricia Yoshioka da Daiichi Sankyo Brasil que, num comentário no fórum da SBGC defende o envolvimento dos colaboradores na definição e redacção desses princípios orientadores.

Mas porque é sempre bom olhar para o que outros já fizeram e obter alguma inspiração, fica aqui uma pequena lista de princípios orientadores produzidos por alguns sites e organizações.

IBM Social Computing Guidelines
Sun Microsystems Communities: Sun Guidelines on Public Discourse
Wiki guidelines da Libsuccess
Microsoft Office Live Small Business Community: Code of Conduct
Sony Ericsson Developer World

No caso destas últimas, e para o caso de não quererem ouvir o vídeo na íntegra, aqui ficam por escrito:

  1. Respeite a opinião dos outros
  2. Seja responsável
  3. Respeite o tópico
  4. Use senso comum
  5. Escreva em inglês
  • Ana Neves é sócia-gerente da knowman - Consultadoria em Gestão, Lda, empresa através da qual presta apoio de consultadoria nas áreas de gestão de conhecimento, aprendizagem organizacional, mudança cultural e social media. Tem participado como oradora convidada em conferências e facilitado workshops em Portugal, Brasil e Inglaterra. Criou e mantem o KMOL. Perfil no LinkedIn No Twitter. Ana Neves tem mais 446 textos no portal KMOL

Gostou?

Não gosteiGostei poucoGostei mais ou menosGosteiGostei muito (0 votos)

Deixe o seu comentário

 

6 comentários

  1. Twitted by CienciasHumanas
    19 Mai 2009 | 02:53

    […] This post was Twitted by CienciasHumanas - Real-url.org […]

  2.  
  3. Ana Neves
    2 Jun 2009 | 22:28

    Vale a pena ler um post que foi hoje publicado no Mashable com o título 10 Must-Haves for Your Social Media Policy:

    • explique o propósito dos mídia sociais
    • seja responsável com o que escreve
    • seja autêntico
    • considere a sua audiência
    • use o seu bom senso
    • entenda o conceito de comunidade
    • respeite o copyright
    • lembre-se de proteger informação confidencial e proprietária
    • acrescente valor
    • a produtividade importa

    O post inclui ainda a reprodução das regras de utilização de mídia social da Headset Bros.

  4.  
  5. Ana Neves
    19 Jun 2009 | 11:12

    A propósito deste tema, gostaria de apontar para um post interessante que reflecte sobre o facto de o Município de Bozeman, Montana, EUA, pedir aos seus potenciais colaboradores que listem todos os sites sociais em que estão registados. Para além disso, e para que possam fazer uma inspecção mais profunda, pedem ainda àqueles que se candidatam a empregos no Município que indiquem quais os seus nomes de utilizador e palavras-chave de acesso. Chocante!

    Fica ainda a sugestão de um post com o título “What you can do with your social media rules…” e no qual Mollybob expressa o seu desagrado por regras em sites sociais. Quando a questionei, através do Twitter, sobre se ela faz distinção entre regras e princípios orientadores, ela respondeu que o que importa é a origem dessas regras ou princípios: são estabelecidos por uma pessoa ou baseados na observação do comportamento do grupo. Muito interessante!

  6.  
  7. Ana Neves
    24 Jun 2009 | 11:14

    Mais um exemplo de guidelines de utilização de redes sociais (PDF). Estas foram emitidas pela Associated Press para os seus colaboradores, foram comentadas pela Wired e chegaram até mim através do Ponto Media.

  8.  
  9. Ana Neves
    20 Out 2009 | 14:39

    Fica aqui um link fantástico que encontrei num post de Fernando Virbeti sobre esta temática: é para uma página que lista uma série de exemplos de guidelines produzidas pelas mais diversas organizações para governar a participação / utilização de ferramentas sociais. Vale a pena espreitar!

  10.  
  11. Ana Neves
    16 Dez 2009 | 13:56

    Mais um link, desta vez sugerido pelo Álvaro Gregório via Twitter, e que aponta para um post onde Chris Lake sugere uma lista genérica de 16 princípios orientadores para a utilização de sites sociais produzida com base nos princípios orientadores definidos por várias empresas: IBM, BBC, Intel, Kodak, SAP e Zappos. (De referir que já partilhámos aqui no KMOL a experiência da Intel e da Zappos na utilização de ferramentas socias.)

  12.